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Documentário e debate com Felício Pontes e Ildo Sauer discutem Belo Monte em SP

Nesta quarta, 14, às 20:00h, acontece em São Paulo o lançamento do premiado documentário À Margem do Xingu – Vozes não Consideradas, seguido de uma mesa de debate com o procurador do Ministério Público Federal no Pará, Felício Pontes Jr., e o ex-diretor da Petrobras e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Ildo Sauer. O evento faz parte do Setembro Verde, do centro cultural Matilha Cultural, e é co-organizado pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre.

Sobre o Filme
Prêmio do Júri Popular de melhor documentário do Festival de Cinema de Paulínia 2011, o documentário de 90 minutos À Margem do Xingu – Vozes não Consideradas, dirigido pelo espanhol Damià Puig, retrata o encontro com moradores da bacia do Xingu que serão atingidos pela construção da hidrelétrica de Belo Monte. Relatos de ribeirinhos, indígenas e agricultores, habitantes da região de Altamira no Pará, e de especialistas das áreas energética, jurídica e ambiental, compõem parte deste complexo quebra-cabeça. São reflexões sobre o passado obscuro deste polêmico projeto e que elucidam o futuro incerto da região e destas pessoas às margens do Xingu.

Sobre os debatedores
Autor de 12 ações contra o projeto de Belo Monte e um dos maiores especialistas nos problemas jurídicos e socioambientais da usina, Felício Pontes Jr. é procurador do ministério Público Federal no Pará desde 1997. Foi Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Procurador Regional Eleitoral e Procurador-chefe do MPF em Belém. Atualmente, atua em casos de improbidade administrativa e na proteção ao meio ambiente e aos direitos indígenas, de quilombolas, populações tradicionais e outras minorias.

Diretor do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP, Ildo Sauer, Ph.D. em Engenharia Nuclear pelo MIT, foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2003 e 2007 e gerente de projeto do circuito primário do reator nuclear da Marinha (1986-89). Atualmente atua e desenvolve pesquisas nas áreas de Análise econômica e institucional de sistemas energéticos, Planejamento integrado de recursos e energia, e Sociedade e meio ambiente, entre outros.

Serviço:
Lançamento de documentário e debate sobre Belo Monte
Quando: dia 14 de setembro, quarta feira
Onde: Matilha Cultural, Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
Horário: às 20:00 h (filme) e às 21:45, debate

 

Veja como foi o debate:

10 COMENTÁRIOS

  1. Moro no Rio de Janeiro, adminisro o grupo "Belo Monte, Não", gostaria de estar presente no dia 14 em São Paulo para assistir ao filme e ao debate. Alguém sabe como eu posso GARANTIR o meu ingresso??? Grata, CRISTINA TERRA SOTTO MAYOR

  2. Acontece é a tentativa do governo criar um fato consumado e assim nenhum juiz terá a capacidade de analisar realmente a questão, afinal já estaria tudo em construção, os contratos realizados e tudo mais. E assim o Judiciário fica refém das vontades do poder executivo e das empresas do consórcio e com isso, provavelmente acabará não exercendo a sua grande função, julgar e promover a justiça.

  3. A necessidade de energia é sim uma questão, assim como realizar as obras do modo correto, respeitando as leis ambientais, a preservação da floresta com sua biodiversidade e do que restou da cultura indígena e da população local.

  4. Ouvimos muita propaganda e marketing, shows pirotécnicos de mutirões somente temporários, mas as ações concretas e responsáveis estão bem longe disso. Uma mentira não se torna verdade mesmo repetida mil vezes.

  5. Estas informações precisam circular. Grande parte da irresponsabilidade de nossas posturas deve-se ao fato de um gigantesco sistema que manipula pelas vias da ignorância de causa. Por favor, disponibilizem estes depoimentos preciosos.
    Grata aos debatedores pela generosidade!

    • Já sei que voces vao censurar qualquer comentario meu, não querem responder o que o Sr. Puig tem a dizer sobre a escravidao de indigenas bolivianos pela Zara. Aqui mando outra, pra ver se pelo menos voces pensam um pouquinho, já que não vão divulgar.
      O que a Espanha quer na Amazonia: REPSOL (a petrobras espanhola) vazou 2500 barris de petroleo na amazonia do Equador, e ficou por isso mesmo, mentiu como a Chevron fez na bacia de Campos no Rio. Esse é o interesse da Espanha na América Latina, igual à Zara: recolonização, não largam o osso nunca. Estao com mais de 20% de desempregados e odeiam que os "monos" latinos, como esses super racistas dizem, tenham emprego, e eles não.
      O Puig pode traduzir pra voces, já que ele é "muy amigo".

      MAR 25 2008
      1 COMENTARIO
      ECOLOGÍA, ECUADOR
      VA DE MULTINACIONALES LA COSA….

      REPSOL YPF VIERTE CRUDO EN LA RESERVA NATURAL DEL YASUNÍ (ECUADOR) El primer parque tropical de Ecuador y una de las reservas de biodiversidad más grandes del mundo .

      Febrero 2008

      Es lo que tiene tener petróleo, que alguien chupa del bote mientras que otros pagan las consecuencias.
      Y es que, Repsol ocultó y más tarde comunicó que se había logrado contener un “pequeño” derrame de petróleo en un bloque que limita con el parque tropical Yasuní.
      En un principio aseguraróque las causas se desconocían, y que los 100 barriles vertidos no habían causado contaminación en ríos y comunidades.

      Tras una investigación se ha descubierto que no han sido 100 barriles, sino 2500 los que se han vertido en el parque; medio en el que familias indigenas viven y tratan de mantener, pues de él depende su supervivencia.
      Esta mentira a Repsol no le ha supuesto más que un desembolso de 50.000 dólares por ocultación de información y contaminación.

      Este es un ejemplo (como tantos otros) del poder que las multinacionales ejercen alli donde están, sobre todo cuando se trata del “tan preciado” petróleo. Los derechos humanos y la ecología parecen desaparecer cuando el dinero se acerca, la economía es el motor de la historia y del mundo, y desgraciadamente aquellos que manejan el cotarro no dejan de ser personas.

      Etiquetado ecología, Ecuador, multinacional, petróleo

  6. voces não acham que, pra ser coerente , o Sr. Puig devia fazer um videozinho também com os indígenas do Equador que tiveram seu ambiente contaminado pelos milhares de barris de petroleo vazados pela Repsol, multinacional espanhola? Ficou por isso mesmo, mentiram pro governo etc, e foi só uma multinha. E sobre a escravidao de indigenas bolivianos pela Zara, ele não podia tambem fazer um documentario e entrevistar esses escravos mercantilizados pela Zara? todos são indígenas, mas só os nossos interessam, porque eles ainda não são "donos" dos nossos indígenas nem da amazonia brasileira, como são nos outros países latinos mais pobres. sei que não vão publicar, é só um trabalho de questionamento e conscientização, eu conheço bem esse povo racista e interesseiro.

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