Punição para a cadeia de culpados pela violência contra a nação Munduruku

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Esta quarta, 26 de maio, foi um dia terrível. Criminosos ligados ao garimpo que invade, destrói, empesteia e mata no território Munduruku, na região de Jacareacanga, sudoeste do Pará, atacaram a aldeia Fazenda Tapajós, atiraram a esmo e incendiaram as casas de nossa amiga e companheira Maria Leusa Munduruku e de seus parentes. Restaram os escombros, a fumaça, as cinzas e muita dor e pavor.

O ataque foi orquestrado pelos mesmos criminosos que estão na mira da ação da Policia Federal contra o garimpo ilegal na região do Tapajós; que, por ironia, foi sede do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, nos últimos 15 dias.

Salles, que chegou à região no dia 11 de maio, adulou estes criminosos, oferecendo transporte gratuito em aeronave da FAB a Brasília e articulando reuniões com a cúpula do governo Bolsonaro. Estes mesmos criminosos que foram recebidos pelo vice-presidente, general Mourão, em audiência reservada.

O ataque à aldeia Fazenda Tapajós e à Maria Leusa Munduruku, uma das mais importantes lideranças indígenas do país, primeiro despertou assombro diante da brutalidade. Depois muita revolta. E muita dor. Mas também uma infinita e profunda solidariedade.

O Movimento Xingu Vivo, que há quase 10 anos vem lutando ombro a ombro com os Munduruku, compartilhando causas e esperanças, expressa seu profundo horror diante do acontecido nesta quarta-feira.

Nos juntamos a todas as vozes que exigem punição de toda a cadeia de culpados pela violência: dos que atearam fogo aos mandantes, aos que pagaram pela barbárie, aos que a convocaram, aos que a incentivam e aos que protegem a bandidagem. São igualmente criminosos os que assistem com satisfação à explosão do barril de pólvora na região do Tapajós. Todos os deputados, senadores e ministros aliados aos empresários da garimpagem ilegal; e, acima de tudo, a dupla que ocupa a presidência e a vice-presidência do país.

Força à luta, força à resistência, força aos munduruku!

Xingu Vivo para Sempre

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