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Governo espera que licença de Belo Monte saia em fevereiro

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, previu nesta sexta-feira (07) que em fevereiro serão aprovadas as permissões para iniciar as polêmicas obras da represa de Belo Monte, que será erguida na Floresta Amazônica (Portal erra, 07.01.2011).
“Estávamos receosos de que houvesse um atraso maior” para iniciar as obras da qual será a terceira maior represa hidrelétrica do mundo, atrás da chinesa de Três Gargantas e da de Itaipu, compartilhada por Brasil e Paraguai, disse Lobão em entrevista coletiva.

Segundo grupos ambientais opostos ao projeto, a construção da represa de Belo Monte ocasionará um grande prejuízo ambiental e forçará o deslocamento de cerca de 50 mil pessoas que vivem na região do rio Xingu, no Pará.

Lobão sustentou que o Ministério do Meio Ambiente garante que não haverá problemas com as autorizações e voltou a negar o impacto ecológico do projeto, definido como um dos “mais importantes” para o setor elétrico nacional.

Também explicou que o Governo de Dilma Rousseff, que assumiu o poder em 1º de janeiro, seguirá adiante no desenho de uma nova política no setor de mineração, que está sendo preparada desde a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As reformas propostas limitariam o tempo de concessão das minas às empresas privadas e também estabeleceriam um novo sistema de distribuição do lucro, mas Lobão esclareceu esses assuntos ainda não estão definidos.

Reiterou, além disso, que o Governo propõe continuar com o plano para a construção de quatro novas usinas nucleares. Duas serão instaladas no Nordeste e outras duas no Sudeste.

Além disso, Lobão ratificou que a Petrobras avançará sozinha na construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, apesar de o projeto inicial ter sido apresentado como uma sociedade com a venezuelana PDVSA.

A refinaria deve começar a funcionar em 2012, com capacidade para processar diariamente 230 mil barris de petróleo que.

No entanto, existem diversos desacordos pendentes entre as empresas e a participação da PDVSA no projeto ainda não foi confirmada.

Segundo a Petrobras, para entrar no projeto, a PDVSA teria que desembolsar R$ 7,6 bilhões como contrapartida dos empréstimos já assumidos pela Petrobras e despesas referentes às obras.

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