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Estudantes foram às ruas unidos contra Belo Monte

Com pinturas no rosto imitando indígenas, palhaços e guerreiros, os estudantes que participavam de encontros nacionais na UFPA e na Ufra se uniram, ontem à tarde, na avenida Nazaré, em uma manifestação contra a hidrelétrica de Belo Monte (Diário do Pará, 29.07.2011).

Segundo Ana Carolina Andrade, coordenadora da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos), o manifesto “é uma forma de mostrar nossa posição contrária a essa obra que não vai beneficiar os povos amazônicos, e sim grandes empresários, além da energia gerada sequer ser destinada à população local”. Os estudantes também protestavam contra a criminalização dos movimentos sociais e reivindicavam a democratização da comunicação.

A passeata foi pacífica, e o tom era de brincadeira. Os gritos de guerra eram paródias de músicas funk, que eram até coreografadas pelos participantes. “Não tem por que ser uma coisa dura, séria, severa, a manifestação é de jovens e por isso é alegre”, disse o estudante de Serviço Social, Otávio Almada.

Para o estudante de Comunicação, Pedro Alves, existem alternativas que não atendem os interesses só dos empresários. “O mais interessante seria investir verbas para a pesquisa e adequação dessas alternativas”.

O movimento Via Campesina, o Conlutas, Comitê Dorothy e outras entidades encorparam a passeata.

Durante a caminhada, os estudantes fizeram duas paradas para protestos. Primeiro em frente ao Centro Integrado de Governo, onde um representante do movimento Xingu Vivo discursou aos participantes, dizendo que “os governos estadual e federal serão cúmplices na destruição da Amazônia”, referindo-se à construção de Belo Monte.

A segunda parada foi em frente à emissora afiliada à Rede Globo, onde os manifestantes bradaram palavras de ordem como “A mídia burguesa engana você – não fique parado assistindo TV” e “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

“Essa emissora vai contra o modelo de comunicação democrática que nós, estudantes, queremos para o nosso país”, disse Joice Souza, coordenadora do Enecos.

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