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Protestos em Altamira: “Belo Monte não é fato consumado!”

Movimentos sociais de Altamira e região realizaram nesta sexta (19) um ato contra a construção da Usina Hidrelétrica Belo Monte. A manifestação antecipou a programação do Dia de Mobilização Global contra Belo Monte.

Pescadores, agricultores, sem teto, professores, indígenas, ribeirinhos e desempregados marcharam, em confluência com a Romaria dos Mártires do Encontro das Comunidades Eclesiásticas de Base (CEBs), que acontecia no município de Vitória do Xingu. Os dois grupos se reuniram na pequena Igreja da comunidade de Belo Monte – bairro que deu nome ao empreendimento que tem balançado o mundo para iniciar o protesto.

Cerca de 300 pessoas cruzaram a balsa – trajeto simbólico que liga Vitória do Xingu a Anapu, numa caminhada que levou cerca de 3 horas. Durante o trajeto, as falas relembraram diversos lutares dos povos do Xingu, do Brasil e do mundo que tombaram em defesa de um mundo mais justo. Cantos e palavras-de-ordem deixavam claro: Belo Monte não é um fato consumado.

O ato foi organizado pelo Movimento Xingu Vivo Para Sempre, com a participação da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública do Pará – Núcleo Altamira (Sintepp-Altamira), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), além de diversas paróquias da região e associações de trabalhadores e moradores das comunidades atingidas.

Fotos: Karen Hoffmann

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