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Protesto em Washington é só o começo das criticas ao Brasil, avisam ativistas

Na manhã desta segunda, 9, cerca de 100 pessoas participaram, em Washington, EUA, de uma marcha e um protesto contra as políticas anti-ambientais e anti-sociais do governo brasileiro – mudanças no Código Florestal, a hidrelétrica de Belo Monte, paralisação da reforma agrária, e principalmente o abandono das lideranças sociais da Amazônia ameaçadas ou assassinadas em função da luta pela floresta. A manifestação ocorreu no mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff se encontrou com seu colega Barack Obama.

De acordo com Andrew Miller, ativista da ONG Amazon Watch, a marcha recebeu muito apoio dos passantes no trajeto até a embaixada brasileira, onde ocorreu o protesto. “Era hora do rush, 9:30 da manhã, e as pessoas buzinavam e acenavam. Foi ótimo”.

Segundo Miller, os manifestantes resolveram não protestar em frente ao hotel onde Dilma estava hospedada porque não havia informação sobre a agenda da presidente. “Fomos pra frente da embaixada, onde sabíamos que os funcionários veriam o ato; e vários carros oficiais tiveram que atravessar o protesto para entrar ou sair do prédio. Ou seja, temos certeza de que o governo brasileiro tomou conhecimento da manifestação”, explica.

Com várias faixas e cartazes, os manifestantes denunciaram o que consideram políticas perversas do governo brasileiropara a Amazônia e na área ambiental, e prestaram comoventes homenagens às lideranças sociais que foram assassinadas na última década por defenderem a floresta, suas terras e seus direitos.

“Temos duas mensagens importantes para o Brasil: uma é que este ato é só o começo das críticas às políticas ambientais e sociais do país que receberá a Rio + 20. A outra é para os familiares das lideranças assassinadas, como Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (mortos há quase um ano em Nova Ipixuna, no Pará, por lutar contra madeireiros ilegais), e para os povos afetados por Belo Monte: estamos solidários a vocês, nos importamos, vocês não serão esquecidos e as suas causas são as nossas. Como não tivemos acesso à agenda oficial dos presidentes Dilma e Obama, esperamos que a imprensa tenha feito alguns questionamentos. Garanto que fizemos um bom trabalho de divulgação das nossas denúncias e causas”, explica Miller.

Banners
Nos cartazes, faixazs e banners, a manifestação em Washington listou denúncias e protestos como:

Sem Medo de Dizer Não Á Bancada Ruralista

A Amazônia e seus Povos Querem Viver: Chega de Matar Ativistas!

O Novo Código Florestal: Veta, Dilma!

Rio-20: Cadê os Direitos Humanos no “Capitali$mo Verde”?

Brasil Exporta Sangue e Destruição da Amazônia

 Brasil: Proteja a Amazônia – Pare Belo Monte

Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular

AOrdem É Acabar com Latifúndio

Progresso É Acabar com Trabalho Escravo

3 COMENTÁRIOS

  1. Se esse povo quisesse mesmo defender as causas que são positivas para o Brasil deveriam estar aqui, e não usufruindo da confortável vida nos EUA. Esse tipo de comportamento é típico desse povo de ONGs, que não quer Belo Monte mas que não abre mão do conforto proporcionado pela energia hidrelétrica. Que voltem, então, às trevas. É preciso ser coerente, pois fica feio ser ambientalista de passeata ou de Twitter, que faz um discurso moderninho de defesa do verde mas adora dormir no geladinho do ar-condicionado, tomar uma cerveja gelada e assistir ao futebol em grandes TVs de LCD.

  2. E você, é mesmo Brasileiro? Ou quer vender o nosso verde?! Se Eles que estão lá do lado de fora, se preocupa com as nossas riquesas, imaginava que nós brasileiro… deveriamos ter mais atenção para o que é nosso, em? Eu gostaria de estar com eles se estivesse lá, ou em qualquer lugar,para a Bandeira do Brasil levantar e gritar "Salve o Verde do Brasil"! Pois se depender dos nossos politicos, o verde da nossa bandeira, não terá mais valor. Restará só a lembrança do que era mata nativa, viu? Ai irás levar seu filho conhecer apenas as matas "artificiais"; aquelas que só existe para fins comerciais. Melhor um protesto pacifico do que radical. Independente de quem seja… o que importa mesmo é o ato e a força que eles nos deram. Isso quer dizer que nem todos que são americanos são capitalistas. Eu conheço americanos.. e nem todos vivem como você imagina, ok? Se você organisa-se uma passeata em assunto ligado ao E.U.A colocaria cartases bilingues? Acho que não, né? Que falta de consideração. Imagino que o individuo que escreveu acima não seja globalizado, pois essa causa ambiental é um problema de todas as nações. Se você corta uma árvore ai na sua cidade, saíba que afetrá lá no Japão.

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