Mulheres da Amazônia marcharam contra a violência doméstica, institucional e Territorial

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Por Daniela Silva – As múltiplas violências: esse foi o tema da caminhada das mulheres do maior município do Brasil e terceiro  maior do mundo,  Altamira ,  localizada na região sudoeste do Estado do Pará- Amazônia nesta sexta, dia 6 de março.

Alusiva à jornada internacional de luta das mulheres – 8M-, a caminhada teve a participação de cerca de 300 pessoas, entre jovens, homens, crianças e, especialmente, mulheres (negras, indígenas, brancas),  que percorreram as principais ruas da cidade exigindo o direito de ser e existir, em seus respectivos territórios e territorialidades.

A marcha também convocou a sociedade altamirense a lutar contra a cultura do machismo, que se materializa nas violências doméstica, institucional e territorial da região.

A autoridades públicas responsáveis por prevenir a violência e promover a segurança, a vida e a dignidade das mulheres, como o Ministério Público Estadual, a Câmara de Vereadores e outros, as organizações de mulheres entregaram um documento com as reivindicações, como:

– Zelo por nossas vidas sem violência
– Política de enfrentamento ao encarceramento das mulheres;
– Saúde pública – SUS, prevenção para as mulheres ameaçadas pelo câncer;
– Projeto de moradia e educação
– Demarcação de terras rurais às mulheres
– Enfrentamento à violência doméstica
– Hospital Materno Infantil, entre outros

Vale ressaltar que a cidade de Altamira foi considerada em 2017 a cidade mais violenta do país, e em 2019, a segunda mais violenta, segundo o Atlas da Violência do IPEA. E grande parte dessa violência, agravada após a instalação da hidrelétrica de Belo Monte, atinge as mulheres e também a juventude altamirense. A mobilização das mulheres de Altamira no Xingu aconteceu em sincronia com a semana do clima na Europa, e teve como aliada na luta a ativista climática Greta Thunberg, que fez menção à caminhada de Altamira, prestando sua solidariedade à luta do povo da Amazônia.

A marcha foi organizada pelo Coletivo de Mulheres do Xingu; Coletivo de Mulheres Negras Maria Maria; Coletivo Lebristras; Movimento Negro; Movimento Xingu Vivo para Sempre; Movimento dos Atingidos por Barragens; Mães do Xingu; Movimento de Mulheres Trabalhadoras do Campo e Cidade; Fundação Viver Produzir e Preservar;AMAR

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