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Belo Monte: preocupação da OEA faz sentido

A Organização dos Estados Americanos (OEA) tem razão em solicitar a suspensão imediata do processo de licenciamento e de construção de Belo Monte. O governo tem de aumentar o grau de transparência, não porque a OEA está pedindo, mas porque deve mesmo explicações (Míriam Leitão, 05.04.2011).

Foram feitas poucas audiências públicas e as populações indígenas não foram ouvidas. Em vez de tirar dúvidas, o governo apressou o processo e usou uma perigosa estratégia de dividir os índios para tentar convencê-los.

Quem pensa que isso é conversa de estrangeiro, de cineasta, se engana, porque a preocupação vem de quem acompanha o assunto. Há dúvidas em várias áreas, não só em relação às questões indígenas, de como seriam afetados. Esse é um dos pontos.

A obra está mal explicada do ponto de vista ambiental, hídrico, de engenharia e de licenciamento. Só para lembrar: diretores do Ibama foram demitidos para que a licença saísse logo. Climatologistas dizem que no período da vida útil da usina haverá mudança no regime fluvial do Xingu, comprometendo a viabilidade econômica do projeto. Belo Monte está mal explicado de fato.

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