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Em Altamira e SP, movimentos sociais pressionam por julgamento de ação contra violações de direitos


Cerca de 50 lideranças de diversas organizações sociais estão agora na frente da Justiça Federal, em Altamira (Pa). Desde as 9 da manhã, os movimentos locais fecharam a avenida para pressionar o TRF1, que deverá julgar hoje a ação civil pública (ACP) sobre a consulta prévia aos povos indígenas no processo de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. O ato faz parte das agendas de ocupações e ações convocadas globalmente no 15 de outubro.

Durante o ato – que deve durar o quanto dure o julgamento -, foi entregue uma carta à recém-egressa juíza da Subseção Judiciária de Altamira, Dra. Lucyana Said Daibes Pereira, detalhando as contradições entre o ritmo das obras e os efeitos negativos que ela vem gerando na cidade e pedindo que a juíza encaminhe o documento ao TRF1.

Lideranças indígenas, ribeirinhos, pescadores, professores, moradores do perímetro urbano estão no local, exigindo a imediata suspensão das obras e o julgamento favorável da ação.

“Acelera TRF1″
Em São Paulo, cerca de 30 pessoas protestaram em frente ao Tribunal Regional Federal (da 3a região) pedindo celeridade no julgamento das 12 Ações Civis Públicas (ACPs) contra a construção de Belo Monte. Além de cartazes com mensagens como “Acelera TRF1″ e “Estamos de olho no Judiciário”, os manifestantes queimaram um boneco de palha no local. Segundo eles, a morosidade da Justiça contribui para consolidar a política do fato consumado na Amazônia, marcada por graves violações dos direitos humanos e indígenas, além do desrespeito à legislação ambiental brasileira.

Ativistas do Movimento Brasil pelas Florestas, juntamento com o MXVPS e Movimento Indígenas em Ação, estiveram acampados durante o final de semana embaixo do Viaduto do Chá, no Vale do Anhangabaú, região central da capital paulista para pressionar o Judiciário para que julgue todas as ações referentes à construção da usina até o final deste ano. O protesto paulista faz parte do movimento global conhecido como “acampadas” e tem uma série de reivindicações econômicas, políticas, sociais e ambientais. A acampada no centro de São Paulo continua por tempo indeterminado.

 

 

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